quarta-feira, 28 de abril de 2010

Terá sido o amor o que vi? Mas...


Acho que sou estúpida.
Mas eu só acho, calma...
Eu o vi, juro por tudo que vi e só ele existia naquele momento.
Mas eu não pude tocá-lo.
Eu poderia?
Se sim, eu só queria sentir a textura da mãos, só.
Entretanto, eu o vi uma única vez. Ele entrou aqui na minha casa.
Não sei pra quê!
E eu não soube fingir, não, não mesmo.
Fiquei atônita, peguei um livro e saí de casa.
Insanidade.
Foi aí que ele teve a sutil percepção de que... que.... ah!
Que nada!
Ele é tão bonito! Não... mais que isso.
O violão comigo e eu sentada, desconfortávelmente sozinha.
E ele subindo as escadas me perguntou algo.
Eu não entendi e pedi que falasse de novo.
Mas eu tinha entendido, eu só queria ouvir mais uma vez.
Pra tentar eternizar os detalhes de como ele falava e gesticulava.
Mas hoje, justamente hoje quando a solidão venho me abraçar, ele não existe mais.
Não sei por onde anda.
Não sei se tem se alimentado.
Não sei...
Mas eu o vi, juro por tudo que vi e só ele existia, naquele momento...








Um comentário:

  1. Mas hoje, justamente hoje quando a solidão veio*** me abraçar, ele não existe mais.

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